CConfissões de uma mamãe quase adolescente

Aventuras de uma mamãe meio bicho grilo
 

Quinta-feira, Janeiro 20, 2005

Como os nossos pais...



Um dos medos que mais me atormentaram durante a gravidez e volta e meia ainda dá as caras na criação da minha filha é o de repetir a minha mãe. Não que eu ache que ela fez tudo errado, mas pretendo melhorá-la e não repeti-la.
Porém as vezes é inevitável... Sabe aquele papo que mãe só muda o endereço? Então...
Há uma história clássica da minha infância passada no Jardim Botânico no Rio de Janeiro.
Minha mãe dirigia uma fiat 147. Minha irmã e eu ocupávamos o banco de trás e nos preparávamos para deixar o estacionamento.
Minha irmã então resolveu que queria tomar um picolé. Dentro do parque que tínhamos acabado de sair.
- Tatiana, não tem como voltar. Pra voltar tem que comprar outra entrada e a gente já está indo embora.
- Eu quero! Eu quero ! Eu quero!
Birra de criança de três anos é de enlouquecer qualquer um. Minha irmã esperneava, se debatia, berrava e minha mãe irredutível com as mãos no volante.
- Não pode! Estamos indo embora já.
- Eu quero! Eu quero! Eu quero!
O escândalo não cessava. Os gritos aumentavam de volume e caminhavam para tons ainda mais agudos e estridentes! As pernas, os braços, o corpo inteiro se mexia incessantemente dando tapas no ar e no que estivesse pela frente. Eis que, enlouquecida, minha mãe resolve avisar:
- Eu vou bater com o carro nesse poste aqui em frente.
- Não vai, eu duvido! Quero meu picolé!
- Eu vou bater, hein? Quer ver?
E lá foi o carro para o poste e a história pro livrinho de histórias de família.
15 anos depois eu que assisti a tudo estou com minha filha nos braços.
Berros, o escândalo, gritos estridentes, choro, muito choro.
E eis que, enlouquecida, eu aviso:
- Eu vou chorar também, hein? Você sabe chorar? Eu também sei! BUÁ, BUÁ, BUÁ
Igualzinho minha mãe...


Eu e a minha mãe




Postado por Renatinha, em 6:57 PM

Caçadora de assuntos


Caçadora de assuntos. É assim que ando me sentindo. Sabe aquela pessoa que adora perguntar as horas ou comentar do calor pra ver se arruma uma conversa na fila do banco?
Pois é. Estou igualzinha! Meus assuntos são um pouco diferentes porque confesso que uso minha filha pra arrumar um papo por aí... Quem não quer falar com um bebê? E todo mundo tem uma história pra contar do filho, do neto, do afilhado.
É até fácil.
Eu comento com o bebê sobre seu dente que está nascendo, o cabelo que está enorme, o peso que ganhou... Sempre se segue um comentário de alguém próximo e pronto: está iniciada a conversa! Alegria da mãe coruja que pode comentar as novidades do bebê e felicidade total da mulher tagarela que precisa de alguém com um vocabulário mais extenso que ¿agá, mama e papa¿ pra bater papo.
Já me peguei divulgando as maravilhas do parto natural e da amamentação exclusiva às mais variadas pessoas, mas também já tive debates produtivos sobre cheiros de cocô de bebê ou as maravilhas do mamão, por exemplo.
Definitivamente acho que toda mãe merece retomar as atividades, voltar pra faculdade ou trabalhar fora.

Postado por Renatinha, em 2:06 PM

Domingo, Janeiro 09, 2005

Descobrindo a gravidez


2 Linhas!



Banheiro de shopping. Tem lugar melhor que esse pra se descobrir uma gravidez?
Instinto materno aguçado, teste de farmácia em punho e lá vamos nós para o banheiro.
Xixi no copinho, mãos lambuzadas, mas vale a pena: só assim poderia saber se minhas intuições estavam corretas. Nem me perguntem como acertei o copinho naquele dia...
2 linhas! 2 linhas! Tá lá dentro!
Guarda as duas linhas na bolsa, enxuga as mãos no papel para não sair lambuzada de xixi, controla a emoção, sai da casinha. Mãos lavadas, cara de grávida. Todo mundo percebe que estou grávida! O mundo inteiro sabe que acabei de lambuzar as mãos pra fazer xixi num copinho...
Louca, eu? Sou sim, e daí? Louca, mas feliz!
Como contar ao pai agora?
Loja de artigos infantis... Um sapatinho, por favor. De cor neutra.
Sapato embrulhado, teste na caixa e lá vamos nós contar à outra parte interessada.
Uma batida na porta do trabalho. É ele quem abre. Sem palavras, a caixa é entregue.
Aberto o presente, o olhar. Cumplicidade.
Agora seriam nove meses de espera, emoções e muitos enjôos pela frente.



Família com Maiara ainda pequena na barriga


Postado por Renatinha, em 1:35 PM


Perfil

Maiara

Nascida 20/4/04 de parto de cócoras, amamentada exclusivamente ao seio até 6 meses e ainda mamando

Mamãe Renata

Nascida 12/09/83

Casada, quase adolescente e rebelde sim, pq?!

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